Defesa Civil inicia planejamento para enfrentar período de seca em Porto Velho
- Panorama, com informações da assessoria.
- há 7 minutos
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Reunião reuniu órgãos municipais, estaduais, federais e instituições técnicas para preparar ações preventivas diante da estiagem prevista para 2026.

A Prefeitura de Porto Velho iniciou o planejamento integrado para enfrentar o período de estiagem na capital. A reunião técnica foi realizada na segunda-feira (18), por meio da Defesa Civil Municipal, e reuniu instituições responsáveis por monitoramento climático, infraestrutura, controle, energia e estudos técnicos sobre o rio Madeira.
A articulação ocorre no fim do inverno amazônico e às vésperas do chamado verão amazônico, período em que a capital costuma enfrentar redução no volume de chuvas, queda no nível dos rios e aumento dos impactos sobre comunidades urbanas, rurais e ribeirinhas.
Segundo a prefeitura, a previsão para os próximos meses aponta possibilidade de estiagem prolongada e severa. Por isso, a análise de pontos críticos, o acompanhamento do nível do rio Madeira e a integração dos órgãos foram definidos como prioridades para reduzir riscos e organizar respostas mais rápidas em caso de agravamento do cenário climático.
Participaram da reunião representantes da Defesa Civil, Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO), Jirau Energia, Usina Hidrelétrica Santo Antônio e Universidade Federal de Rondônia (Unir).
O prefeito Léo Moraes afirmou que a integração entre os órgãos busca evitar a repetição dos impactos registrados em 2024, quando Porto Velho enfrentou uma seca histórica.
“O verão amazônico está se aproximando novamente, e essa união entre os órgãos responsáveis tem o objetivo de reduzir os impactos causados à população. Em 2024 tivemos uma seca histórica e muito severa, que atingiu diretamente toda a população porto-velhense. Não podemos permitir que esse cenário se repita”, disse o prefeito.
Além do cruzamento de dados técnicos, o planejamento deve fortalecer sistemas de alerta, aperfeiçoar protocolos de evacuação, ampliar o monitoramento das áreas suscetíveis a inundações e organizar ações para atendimento das comunidades do baixo, médio e alto Madeira.
O superintendente da Defesa Civil Municipal, Marcos Berti, destacou que o trabalho conjunto será decisivo para ampliar a eficiência das ações preventivas.
“A partir de agora estamos em estado de alerta com a chegada do verão amazônico. Cada órgão participante possui um plano de ação que contribui para esse trabalho, e quando integramos essas atividades conseguimos alcançar melhores resultados para a população, principalmente no atendimento às comunidades do baixo, médio e alto Madeira”, afirmou.
A iniciativa marca uma tentativa de antecipar medidas diante de eventos climáticos que já afetam diretamente a rotina da população de Porto Velho. Mais do que uma resposta emergencial, o desafio da gestão será transformar o planejamento em ações práticas antes que a seca avance sobre as regiões mais vulneráveis.

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