Sistemma diz que usa GPS para monitorar rotas e ajustar coleta nas primeiras semanas em Porto Velho
- Panorama, com informações da assessoria.
- há 21 horas
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Empresa afirma que atendimento segue nos setores programados, mas reconhece necessidade de ajustes operacionais diante de acúmulo de lixo e novas demandas da população.

A Sistemma Serviços Urbanos avaliou como positivo o início da operação da coleta de resíduos sólidos em Porto Velho, mas informou que as primeiras semanas também exigiram ajustes operacionais, reforço de equipes e acompanhamento mais próximo das rotas executadas na capital e nos distritos.
Segundo a empresa, o serviço vem sendo realizado nos setores programados, tanto na área urbana quanto nas localidades distritais. O período inicial, no entanto, apresentou desafios em pontos onde havia grande volume de resíduos acumulados, principalmente em locais que antes contavam com caixas estacionárias ou contêineres e que continuaram sendo utilizados pela população como áreas de descarte.
A empresa informou que, em alguns setores, o volume de lixo encontrado foi superior ao previsto, o que obrigou a ampliação da capacidade de coleta e o reforço operacional para dar vazão à demanda. Nos distritos, a Sistemma afirma que o atendimento seguiu o cronograma, mas também houve registro de acúmulo em determinadas localidades, situação que passou a ser corrigida com a regularidade das rotas.
Durante as primeiras semanas, a empresa também promoveu mudanças no cronograma de coleta em bairros com maior movimentação e maior geração de resíduos. Em alguns pontos, especialmente nas áreas centrais e regiões de demanda mais intensa, a coleta passou a ocorrer diariamente.
Um dos principais instrumentos utilizados pela Sistemma para acompanhar a execução do serviço é o monitoramento por GPS. De acordo com a empresa, todos os caminhões contam com o sistema, permitindo verificar o trajeto realizado, conferir denúncias e responder às demandas com base no registro de passagem dos veículos pelos setores atendidos.
A Sistemma afirma que parte das reclamações registradas ocorreu em locais onde a coleta ainda seria feita no dia seguinte ou em situações nas quais o lixo foi colocado para fora após a passagem do caminhão. Mesmo assim, a empresa diz que todas as ocorrências estão sendo analisadas individualmente para identificar falhas, corrigir rotas e melhorar a resposta operacional.
Outro ponto acompanhado é o descarte feito por grandes geradores de resíduos, que possuem regras específicas e, em determinados casos, não podem ser atendidos pela coleta domiciliar comum. A empresa reforça que a operação deve seguir as normas aplicáveis para evitar que resíduos de responsabilidade privada sejam recolhidos de forma irregular pelo serviço público.
Na coleta seletiva, a Sistemma informou que houve aumento no volume de material recolhido. A empresa afirma que os recicláveis estão sendo encaminhados com cuidado para preservar a qualidade do material destinado às cooperativas, já que a renda dos cooperados depende diretamente das condições em que esses resíduos chegam para triagem e reaproveitamento.
A empresa também fez um alerta sobre o descarte inadequado de materiais que podem oferecer risco às equipes e aos equipamentos. Em uma das ocorrências registradas, restos de carvão ainda com potencial de combustão foram colocados junto ao lixo comum, provocando princípio de aquecimento no interior de caminhões. A situação exigiu a interrupção do serviço, abertura da carga e retirada do material, gerando atraso e retrabalho.
A Sistemma reforça que a colaboração da população é parte essencial para o funcionamento da coleta. A orientação é que os resíduos sejam colocados nos dias e horários corretos, devidamente acondicionados e sem materiais que possam colocar em risco os trabalhadores, os equipamentos ou a continuidade do serviço.
Com a operação ainda em fase de consolidação, a empresa afirma que seguirá ajustando rotas, monitorando os setores por GPS e mobilizando equipes para garantir a regularidade da coleta em Porto Velho e nos distritos. O desafio, agora, é transformar os ajustes iniciais em estabilidade operacional e reduzir as reclamações da população sobre falhas ou atrasos no atendimento.

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