Interesse por terras raras coloca Rondônia no radar de investidores
- Panorama da Notícia
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Pedidos de pesquisa entre 2025 e maio de 2026 incluem o estado entre 13 com novos protocolos, mas produção comercial no país segue restrita.

Rondônia foi um dos 13 estados brasileiros que registraram novos processos de pesquisa de terras raras entre 2025 e maio de 2026, segundo levantamento do Serviço Geológico do Brasil (SGB) divulgado por veículo local. Os minerais, usados em ímãs permanentes, veículos elétricos e equipamentos de defesa, atraem interesse de empresas nacionais e estrangeiras em meio à corrida global por diversificação de fontes.
De acordo com o SGB, as áreas cobertas pelos protocolos de pesquisa no Brasil somam uma extensão que equivaleria a quase oito vezes a cidade de São Paulo, o que evidencia o potencial geológico do país para esses elementos. Apesar disso, a produção brasileira permanece restrita: a maior atividade está concentrada em Goiás, na mina de Serra Verde.
A distribuição dos pedidos mostra concentração regional: Bahia liderou com 134 processos entre 2025 e maio de 2026, seguida por Goiás (100), Minas Gerais (88), Pernambuco (88), Piauí (57), Alagoas (43), Rio Grande do Sul (36), Espírito Santo (28), Ceará (25), Paraná (24), Rondônia (13) e Tocantins (12). Outros estados, como São Paulo, Roraima, Mato Grosso, Rio Grande do Norte, Paraíba e Maranhão, registraram menos de dez protocolos cada.
Especialistas consultados pelo levantamento apontam que o aumento nos pedidos de pesquisa é um primeiro passo para mapear reservas e atrair investimentos, mas que a maioria dos projetos ainda não evolui para produção comercial. O entrave principal é a complexidade do processamento e a necessidade de desenvolver uma cadeia industrial completa para transformar as reservas em produtos de valor agregado.
O crescimento das pesquisas em Rondônia e em outros pontos da Amazônia Legal reforça o interesse estratégico pelos chamados minerais críticos, tema que pode ganhar mais foco conforme governos e empresas buscam reduzir dependência de fornecedores tradicionais no exterior.

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