El Niño eleva risco de queimadas e prolonga estiagem em Porto Velho
- Panorama da Notícia
- 11 de jun.
- 2 min de leitura
Censipam aponta aquecimento do Pacífico; prefeitura intensifica prevenção, monitoramento e fiscalização diante de previsão de seca mais severa para 2026.

O fenômeno natural El Niño, associado ao aquecimento das águas superficiais do Oceano Pacífico, deve aumentar o risco de queimadas em Porto Velho ao reduzir as chuvas e prolongar a estiagem na região, segundo estudos do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) e órgãos de monitoramento climático.
A seca costuma se concentrar entre junho e outubro, mas as previsões para 2026 apontam para um período mais intenso e com possibilidade de efeitos se estenderem até janeiro de 2027. Com menos precipitação, a combinação de altas temperaturas e baixa umidade relativa do ar cria condições favoráveis à propagação de incêndios.
A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Sema) diz ter intensificado ações de prevenção e combate, incluindo monitoramento de áreas críticas, educação ambiental, notificação de proprietários por queimadas urbanas e apoio a moradores do Baixo Madeira. A pasta também afirma ter reforçado a fiscalização para coibir práticas irregulares que favorecem focos de incêndio.
O secretário Arthur Borin alerta que comunidades ribeirinhas já sentem os efeitos da seca: “Quem vive à beira do rio em Porto Velho já começou a perceber os efeitos da seca. Essas comunidades são as primeiras a serem impactadas pela redução do nível dos rios. A previsão para os próximos meses é de dificuldades na navegabilidade e piora na qualidade do ar. Estamos trabalhando para minimizar os riscos e proteger a população.”
O prefeito Léo Moraes reforça o apelo à população: “Não realizar queimadas e denunciar crimes ambientais são atitudes que fazem toda a diferença.”
Panorama, com informações de Humor Rondoniense.

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